O título não poderia ser mais sugestivo.
Durante as eleições há um tipo de participante que pode ser a pessoa mais legal do mundo, como pode ser a mais irritante: os fiscais de partido.
Entendam que não é uma crítica contra essa atividade, nem contra as pessoas que a exercem, mas os partidos deveriam escolher melhor quem é contratado para essa função.
Explico: o fiscal de partido tem como principal atuação a fiscalização nas escolas e salas eleitorais, de verificar se não ocorre boca de urna, papéis de outros partidos e manipulação do eleitor, mas infelizmente nem todos são as melhores pessoas do mundo e ajudam (e muito) o processo eleitoral. Existem os que recebem esse "poder" e acreditam que podem fazer e acontecer.
Em uma das minhas primeiras eleições como presidente de mesa e com a urna eletrônica a escola onde trabalhei preparou uma sala com uma única tomada funcionando, fomos obrigados a montar a urna na direção da porta, mas claro tomando o cuidado para que o visor e o eleitor ficassem em um ponto cego e distante da porta de entrada e campo de visão de outras pessoas.
Pois bem, não é que um "moleque" (não tem outra classificação) apareceu na nossa sala acompanhado da representante do TRE da escola alegando que deveria impugnar nossa votação, pois era possível ver claramente em quem cada eleitor estava votando.
Claro que com toda a calma do mundo levei os dois para a entrada da sala, pedi licença aos eleitores da fila (que ficaram muito irritados com o tal fiscal) e pedi que um dos mesários (com a urna bloqueada eletrônicamente) fosse até o local da votação e bem pausadamente digitasse qualquer número. Feito isso pedi ao "fiscal" que me dissesse qual era o número. Lógico que não sabia, balbuciou, engasgou e ainda gritou exigindo a impugnação. A representante da justiça eleitoral (vermelha de vergonha) pegou o rapaz pelo braço, passou o maior sermão e o retirou da escola por obstruir a votação.
Uma frase que usei no dia foi "você consegue enxergar em curva?"....hahahahahaha....
Então tomem cuidado, há fiscais do mal rondando nossas salas de votação.
Em outras postagens conto mais sobre fiscais (tem muita coisa).
Abraços,
Clóvis Furlanetto
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