Ontem comentei sobre o problema das listagens de candidatos e os eleitores que "esquecem" em quem irão votar, mas preciso ser justo com aqueles que passaram por situações (no mínimo) tristes.
Em 1992 (ano em que fui mesário pela primeira vez) o voto ainda era em papel, nossa sala eleitoral ficava no 3º andar da escola e, ainda, não havia a preocupação com pessoas portadoras de deficiência física. E este foi um dos fatos que mais marcou minha eleição inicial, o caso foi que um dos eleitores registrados era cadeirante e a urna e cédulas foram levadas até o térreo do prédio (com escolta policial e de mesários). Uma solução provisória e, na minha opinião, uma triste situação que fizeram a pessoa passar.
Em todo caso no ano de 1994 (aí fui promovido a presidente de mesa, mas com o mesmo salário: dois dias de folga e uma maçã mole de lanche...hahahaha) a situação tornou a se repetir, mas com um agravante: era a primeira vez de uso da urna eletrônica e ela não poderia ser movida (continuamos no 3º andar). Qual a solução: algum burocrata inteligente sugeriu que alguém carregasse o eleitor no colo os 3 lances de escada. Gente, que situação para lá de vergonhosa, onde fica a dignidade da pessoa? No final sabem o que houve? O eleitor (que óbvio não aceitou a ideia "genial" do burocrata) foi obrigado a justificar o seu voto. Uma vergonha para o nosso sistema eleitoral.
Claro que hoje em dia temos áreas especiais destinadas aos portadores de algum tipo de deficiência, mas sempre é bom lembrar que há casos que demonstram que temos muito o que ajustar.
Uma ótima quinta-feira,
Clóvis Furlanetto
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